Os municípios que integram a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG), têm enfrentado fortes chuvas nas últimas semanas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a média de chuvas registradas nos últimos 90 dias variou de 800mm a 1000mm na região, sendo que a média anual na última década foi de 1.250mm. Embora a maioria dos municípios com exceção de Passos e São Sebastião do Paraíso não possuam pluviômetros conectados com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o que permitiria informações mais precisas sobre o clima e precipitações, é fato notório o grande volume de chuvas que atingiram nossa região nos últimos dias, tanto é que após 11 anos, o reservatório de Furnas e Peixoto estão operando quase que na sua capacidade máxima e por conta disso estão com os vertedouros de água abertos desde o dia 13 de janeiro até os dias atuais. Com todo este volume de água caindo, seja de forma torrencial ou intermitente, as chuvas estão causando danos significativos tanto no perímetro urbano quanto rural dos municípios. Prefeitos relatam estradas com grandes atoleiros, galerias pluviais destruídas, queda de pontes, barreiras, alagamentos, interdições de ruas, entre outros problemas. Os prefeitos da região estão trabalhando arduamente para manter as estradas trafegáveis e solucionar os problemas causados pelas chuvas o mais rápido possível. No entanto, as chuvas persistentes têm dificultado seus esforços. “Nossa região está sofrendo demais com as chuvas e o mais difícil é que para iniciar os reparos precisamos de tempo firme por alguns dias e isso não está acontecendo”, afirmou o prefeito de Passos e presidente da AMEG, Diego Oliveira. Nos próximos dias, os gestores municipais deverão se reunir no auditório da AMEG para trocar informações sobre os reflexos das chuvas em seus municípios. Deste encontro, não descartam a possibilidade de declarar situação de emergência na região com acionamento da Defesa Civil Estadual com intuito de obter recursos para ajudar na manutenção das estradas e demais infraestruturas afetadas pelas chuvas. “A situação requer ações coordenadas e esforços conjuntos das autoridades locais e estaduais para garantir a segurança e o bem-estar da população”, afirmou o presidente Diego Oliveira.
⚠️ De acordo com dados do INMET, a média de chuva anual na região da AMEG varia de 1.100mm a 1.500mm, com picos de chuva entre os meses de novembro a março. Nos últimos anos, a região passou por períodos de estiagem, com índices abaixo da média histórica.
📍Para efeito de comparação, a média de chuva registrada nos municípios que integram a AMEG entre os anos de 2011 a 2021 foi de:
⛈️ Alpinópolis: 1.217mm
⛈️ Capetinga: 1.330mm
⛈️ Capitólio: 1.488mm
⛈️ Carmo do Rio Claro: 1.339mm
⛈️ Cássia: 1.299mm
⛈️ Claraval: 1.147mm
⛈️ Delfinópolis: 1.397mm
⛈️ Doresópolis: 1368mm
⛈️ Fortaleza de Minas: 1.342mm
⛈️ Guapé: 1.489mm
⛈️ Ibiraci: 1.279mm
⛈️ Itaú de Minas: 1.397mm
⛈️ Passos: 1.307mm
⛈️ Pimenta: 1.284mm
⛈️ Piumhi: 1.410mm
⛈️ Pratápolis: 1.286mm
⛈️ São João Batista do Glória: 1.470mm
⛈️ São José da Barra: 1.472mm
⛈️ São Roque de Minas: 1.429mm
⛈️ São Sebastião do Paraíso: 1.389mm
⛈️ São Tomás de Aquino: 1.303mm
⛈️ Vargem Bonita: 1.318mm
Com esses dados, é possível perceber que a média de chuva dos últimos 90 dias está próxima da média anual de chuva em todos os municípios. Isso pode explicar o aumento dos problemas causados pelas chuvas, como a deterioração das estradas e das ruas das cidades.
Outras notícias