A investigação sobre a morte de Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí (MG), passou a analisar também o relacionamento que ela mantinha com o 3º sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira, de 43 anos, que confessou ter matado e ocultado o corpo da vítima.
Após o desaparecimento de Maryna, familiares encontraram diários, agendas, fotografias e mensagens que, segundo o registro policial, indicariam um relacionamento amoroso entre os dois há vários anos. As conversas também revelariam momentos de tensão, com cobranças, ameaças de exposição do relacionamento e pedidos de dinheiro.
Em depoimento, o militar afirmou que uma discussão sobre a relação antecedeu a morte. Segundo a versão apresentada por ele, Maryna teria cobrado que ele deixasse a família e assumisse publicamente o relacionamento, além de ameaçar revelar o caso à esposa, a moradores de Jacuí e à própria corporação.
Ainda conforme o relato do policial, os dois se encontraram horas antes do desaparecimento e seguiram para uma área rural onde costumavam se encontrar. Após uma nova discussão, Sérgio alegou que Maryna teria pegado uma faca e tentado atacá-lo. Ele então afirmou ter efetuado disparos contra ela e, posteriormente, ocultado o corpo em uma área de mata.
A versão apresentada pelo militar ainda é investigada e será confrontada com perícias, vestígios encontrados no veículo e demais provas reunidas pela Polícia Civil.
A Justiça converteu a prisão em preventiva. Sérgio permanece detido no batalhão da Polícia Militar em Pouso Alegre. Inicialmente preso por suspeita de ocultação de cadáver, ele também é investigado pelo crime de feminicídio.
A investigação segue em andamento e a dinâmica e a motivação do crime ainda serão esclarecidas pelas autoridades.
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