Recentemente foi feita uma convocação por parte do Juiz Rogério Mendes Torres a fim de debater questões relacionadas ao bem-estar de nossa comunidade. Vários assuntos foram abordados nesta reunião e um destes foi um pedido feito pelo juiz de Direito aos líderes religiosos presentes, a fim que estes instruíssem seus fiéis no trato com os pedintes em nossa cidade. Além da instrução, foi pedido que uma carta fosse elaborada a fim de orientar a comunidade de Piumhi sobre como devemos ajudar os necessitados. Faz-se necessário esclarecer que ao assinarmos esta carta, não nos fazemos representantes de toda a comunidade religiosa de Piumhi. Nem tão pouco é nossa intenção proibir nossos cidadãos de ajudar aos necessitados. Longe disso. Nosso propósito é atender a um pedido feito por nossas autoridades constituídas e orientar sobre a questão de como ajudar aqueles que nos pedem dinheiro nas ruas. Vivemos dias de crise e essa crise lança seus tentáculos em todos os setores de nossa sociedade. E um dos aspectos dessa crise tem uma face material. Lidamos com a multiplicação de pessoas em extrema condição de pobreza e necessidade. Andamos pelas ruas de Piumhi e vemos nas esquinas pessoas pedindo esmolas. Como devemos proceder em face dessa situação? Primeiro, precisamos nos lembrar que como cristãos, parte significativa de expressão de fé passa pelo cuidado com os necessitados. Deus se importa com os necessitados e quer que nos importemos também. Existe vasta fundamentação bíblica sobre compaixão e misericórdia para com os que passam por necessidade material. Mas talvez o mais significativo destes textos bíblicos seja aquele no qual se apresenta o chamado resumo da Lei. Jesus, quando questionado por seus adversários acerca do fundamento da verdadeira religião, resumiu assim questão:
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