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Homem forte do futebol celeste é Piumhiense, Márcio Rodrigues o "Márcio Atacado"

Márcio Rodrigues da Silva nasceu em Piumhi

10:13:14, DEZ 12, 2019 Atualizada em 13/12/2019 às 10:12:53 Fonte:
Segundo ele, é possível amenizar o momento turbulento da política interna no clu

Márcio Rodrigues da Silva nasceu em Piumhi, cidade de 35 mil habitantes distante 250 quilômetros de Belo Horizonte. Empresário desde jovem, ele abriu em 1982 a loja Márcio Atacado, especializada em comercialização de produtos de papelaria, brinquedos, escritório, material escolar, utilidades domésticas e artigos para presentes. Em 2013, entrou para o ramo de compra e venda de imóveis por meio da Piumhi Empreendimentos Imobiliários. Os dois estabelecimentos estão sediados no Bairro Eldorado, em Contagem.

Depois de destituir Zezé Perrella do cargo de gestor de futebol, o presidente Wagner Pires de Sá nomeou Márcio Rodrigues para a função de vice-presidente executivo de futebol do Cruzeiro. Nessa quinta-feira, na sede administrativa do Barro Preto, ele teve a primeira reunião com o diretor de futebol Marcelo Djian, o gerente de futebol Marcone Barbosa e o supervisor de futebol Pedro Moreira. Nos próximos dias, deverá conversar com o técnico Adilson Batista para compreender melhor o planejamento visando 2020, ano em que o time celeste disputará a Série B pela primeira vez e tentará o retorno imediato à elite do Campeonato Brasileiro.

 No Cruzeiro, Márcio se tornou conselheiro nato em 1992. De 2012 a 2017, participou da gestão do ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares como segundo vice-presidente, sendo também responsável pelas categorias de base. “Eu tive muito sucesso lá, nós ganhamos muitos títulos, revelamos muitos jogadores e ajudamos muito os cofres do Cruzeiro. Nós chegamos a vender até o Wallace (zagueiro, emprestado pela Lazio-ITA ao Sporting Braga-POR) por 9,5 milhões de euros. E vendemos Lucas Silva, Mayke, Brazão, Vinícius Araújo… Cacá (zagueiro do elenco atual) é do nosso tempo. Para vocês saberem de uma coisa: nós temos 80% dos direitos dele, é um jogador que foi feito o contrato na minha época na base, e temos a maior parte no percentual do nosso grande talento, nosso grande futuro, que é o Cacá”, afirmou, em entrevista ao Superesportes.
 

Por várias vezes, Márcio Rodrigues se referiu a si mesmo em terceira pessoa. E assegurou que, agora, o futebol vai ser conduzido de maneira séria, impulsionando principalmente o aumento no número de sócios-torcedores.  “O torcedor tem que saber que, com a chegada do Márcio Rodrigues aqui, as coisas vão mudar, e vão mudar muito. Agora é um Cruzeiro transparente, uma administração. O Wagner passou todo o (departamento de) futebol pra mim, o futebol agora vai ser coisa séria. O torcedor, a matéria dele que está na rede social, pode ficar tranquilo: o nosso diretor, Renê Salviano, vai apresentar um novo projeto dia 17 de dezembro, que vai beneficiar muito o sócio-torcedor”.

Márcio garante que tem bom relacionamento com aliados e opositores a Wagner Pires de Sá. Segundo ele, é possível amenizar o momento turbulento da política interna no clube. “Eu transito muito bem tanto na situação como na oposição. Ontem, eu liguei para vários amigos e conselheiros do clube pedindo apoio a eles e que venham nos ajudar. Nesse momento, nós precisamos da união de todos os conselheiros. Se continuar o racha no conselho nós não vamos chegar a lugar nenhum e a cada dia vai ficar mais difícil para o nosso Cruzeiro. Se continuar esse racha, talvez a gente não consiga subir para a série A no próximo ano”.

Por causa da situação financeira do Cruzeiro, com dois meses de salários aos jogadores e passivo geral na casa de R$ 700 milhões, Márcio ressalta a necessidade de montar, em 2020, um grupo com orçamento mais enxuto. “O Cruzeiro agora, infelizmente, não é (Série) A, é (Série) B. Então, nós temos que fazer uma reestruturação para um time que é Série B. A condição financeira do Cruzeiro não é tão boa. Se fosse boa, a gente precisava fazer um time A para disputar o B, mas infelizmente, teremos que fazer um time B. E esses jogadores que estão no Cruzeiro, vou conversar com todos, porque vamos ter que abaixar os salários de todos, já que não temos condições de pagar a alta folha que nós pagávamos antes”.

Antecessor de Rodrigues, Zezé Perrella teceu muitas críticas ao presidente Wagner Pires de Sá. Em entrevista nessa quinta-feira, o ex-gestor de futebol acusou o presidente de tomar as decisões sob influências de Itair Machado, ex-vice de futebol, e Sérgio Nonato, ex-diretor-geral. Questionado sobre o tema, Márcio preferiu não entrar em polêmica, dando sinais de que será um dirigente pouco favorável a discussões. “O Perrella eu não posso nem falar muito. Houve muito disse me disse dele e do presidente”.

 

A respeito do cargo de vice-presidente de futebol, Márcio afirmou que não receberá salários para exercê-lo - diferentemente de Itair Machado, que ganhava R$ 180 mil mensais, além de premiações por títulos. “Nosso cargo jamais vai ser remunerado. Eu trabalho no Cruzeiro há muitos anos, eu trabalhei na base e, como vice-presidente, fiz todas as viagens e sempre paguei tudo do meu próprio bolso. Fui assistir jogos na Argentina, no Chile e paguei todas do meu bolso”, encerrou.

Fonte: Super Esportes

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