A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) informou nesta terça-feira que apoia uma greve nacional de caminhoneiros prevista para 1º de fevereiro, e orientou todos os 800 mil motoristas da sua base a aderirem.
Em nota, o porta-voz da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS, e vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), disse que a categoria não suporta a “insensibilidade” do governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre reivindicações do setor.
Entidades de caminhoneiros de todo o país estão se mobilizando para uma nova paralisação nacional a partir de 1º de fevereiro contra o aumento dos combustíveis e uma série de reivindicações não atendidas após a greve de 2018. Parte do grupo irá se mobilizar a partir das 11h desta quarta-feira, 27, em um ato na Ponte do Limão, ligação entre as zonas Oeste e Central com a zona Norte da capital paulista. O ato está previsto para se estender até às 14h. O movimento é liderado pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e apoiado pelos 22 grupos que compõem o colegiado. Segundo o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a mobilização pode contar com a participação de até 2 milhões de caminhoneiros, entre trabalhadores autônomos e fichados. A mobilização terá adesão de motoristas em 18 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará. A expectativa da entidade é que 70% de todos os trabalhadores parem de trabalhar por tempo indeterminado. O reajuste dos combustíveis com o preço de paridade de importação (PPI), que é baseado nas cotações internacionais do petróleo, é uma das principais críticas dos caminhoneiros. As reivindicações também incluem a maior agilidade para a criação de um piso mínimo para o frete e a inclusão dos trabalhadores no debate da BR do Mar, o projeto do governo federal para incentivar o transporte de cargas por via