Dois restaurantes da região ganharam destaque no Prêmio Cumbucca de Gastronomia, a principal premiação dedicada exclusivamente a reconhecer e valorizar a culinária de Minas Gerais. Ele funciona como uma grande plataforma de mapeamento de bares, restaurantes, profissionais e iniciativas que projetam o estado no cenário gastronômico nacional.
O Restaurante do Turvo, em Capitólio, foi considerado o melhor restaurante do interior em 2025 e, na mesma categoria, o segundo lugar ficou também para Capitólio, o Restaurante Salvatore. Em terceiro lugar ficou o Péeferia Nu Caprichu, de Ipatinga.
Localizado em Capitólio, na MG 050 em frente ao “Mar de Minas”, o Restaurante do Turvo foi fundado há mais de 50 anos. Com um mix de tradições da região com as belezas naturais de Capitólio, criou-se um ambiente único, onde prioriza-se um serviço da mais alta qualidade, mas sem ir longe das tradições mineiras. Já o Salvatore, estabelecido à Rua Arcemino Rodrigues da Cunha, 10, em Capitólio, é um restaurante ítalo-mineiro, com gastronomia inspirada na culinária italiana com toques dos sabores mineiros, exaltando os premiados queijos da Canastra e ingredientes locais. Uma experiência que vai além dos prazeres gastronômicos.
Especificamente sobre a edição de 2025 (a 3ª edição da história do prêmio), o Prêmio Cumbucca de Gastronomia não é apenas um concurso de "melhor prato". O objetivo do Prêmio Cumbucca é fortalecer a identidade da cozinha mineira ("a mineiridade") e impulsionar a economia criativa e o turismo gastronômico. Junto com a premiação, é lançado o Guia Cumbucca, um roteiro anual com os estabelecimentos de destaque. O grande diferencial deste prêmio é o seu sistema democrático que mistura crítica especializada com a voz do povo.
O evento busca reconhecer talentos da gastronomia, estabelecimentos, pratos e produtos de Belo Horizonte e do interior de Minas. A votação mesclou o voto popular com o voto de um júri composto por 30 especialistas. A cerimônia de premiação e divulgação dos vencedores foi realizada no dia 18 de novembro de 2025, no Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
Andradas, cidade ao Sul de Minas Gerais, foi eleita a cidade gastronômica do ano pelo prêmio. O município é referência na produção de vinho e café.
Dona Conceiçãozinha, de Itabirito (MG), foi reconhecida, aos 83 anos, como a melhor cozinheira do interior pela curadoria do prêmio. O roteiro gastronômico que ganhou destaque na premiação foi das Cavernas de Peruaçu e Januária (no Norte de Minas).
Veja abaixo os vencedores de cada uma das 53 categorias do prêmio, divididas em segmentos.
Cumbucca de ouro
O grande prêmio da noite, a “cumbucca de ouro”, que consagra uma personalidade que contribui com a cultura alimentar do estado, foi dado ao chef Eduardo Avelar, que também é autor do livro “Cozinha Mineira - Dos Quintais aos Territórios Gastronômicos”.
Copo Cheio
Bar - O vencedor da categoria “bar” foi O Muringueiro, localizado no Bairro Graça, na Região Nordeste de BH.
Boteco - Na categoria “boteco”, o vencedor foi o Bar do Antônio “Pé de Cana”, que tem unidades no Sion e no Luxemburgo, ambos na Região Centro-Sul da capital.
Gastrobar - O Cabernet Butiquim foi o vencedor da categoria “gastrobar” do prêmio. A casa, conhecida pela carta de vinhos diversificados e petiscos democráticos está localizada na Região da Savassi.
Estufa - O bar considerado detentor da melhor estufa da cidade foi o Serrotinhos, no Bairro Padre Eustáquio, região Noroeste de BH.
Carta de drinques - Madame Geneva, casa no Luxemburgo, Região Centro-Sul de BH, foi a vitoriosa na categoria “carta de drinques” da terceira edição do Prêmio Cumbucca.
Petisco - A língua bovina ao molho de vinho do Timbuca, na Serra, Região Centro-Sul da capital mineira, levou o título de melhor petisco da cidade.
Cervejaria - O título de melhor cervejaria ficou com o sempre cheio Redentor, estabelecimento na Região da Savassi.
Mesa Farta
Cozinha asiática - O Okinaki, no bairro Lourdes, Região Centro-Sul de BH, levou o prêmio de melhor restaurante de cozinha asiática.
Carnes e parrilla - O Parrilla Del Mercado, restaurante uruguaio no Bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul da capital mineira, foi considerada a melhor casa de carnes/ parrilla da cidade pela premiação.
Vegetariano/ vegano - O Mercado Novo já se tornou um ponto turístico do Centro de BH, frequentado por belo-horizontinos e turistas. A gastronomia é um dos pontos altos do espaço, que abriga, por exemplo, o Bejí Sushi Veg, vencedor da categoria “vegetariano/vegano” do Prêmio Cumbucca de 2025.
Cozinha autoral e Menu executivo - O vencedor da categoria “cozinha autoral” foi um dos grandes vencedores do ano. A Cozinha Santo Antônio, restaurante localizado no bairro de mesmo nome, na Região Centro-Sul de BH, faturou o prêmio de “cozinha autoral” e “menu executivo”.
Cozinha Brasileira - Localizado no Bairro de Santa Tereza, na Região Leste da cidade, o Maturi foi o vencedor da categoria “Cozinha Brasileira”.
Cozinha internacional - O já tradicional D’Artagnan foi o vencedor do prêmio de “cozinha internacional”. A casa fica no Lourdes, Região Centro-Sul da capital mineira.
Cozinha mineira - O vencedor da categoria “cozinha mineira” é outro clássico na cidade: o Dona Lucinha. Localizado na Região da Savassi, o restaurante serve uma autêntica comida mineira feita no fogão à lenha.
Cozinha italiana - O restaurante Anella, no bairro Santa Amélia, Região da Pampulha, foi reconhecido pelo o prêmio como o melhor de gastronomia italiana.
Variado - Quem levou o prêmio como melhor restaurante na categoria “variado” foi A Cozinha de Sofia, na Serra, Região Centro-Sul de BH.
Chef homem - Henrique Gilberto, chef da Cozinha Tupis (localizado no Mercado Novo, no Centro), foi o vencedor da categoria “chef homem” do Cumbucca
Chef mulher - Já o título de “chef mulher” foi concedido à Ana Gabriela Costa, chef do restaurante Trintaeum, localizado no Lourdes, Região Centro-Sul da capital.
Chef revelação - O vencedor da categoria “chef revelação” foi JP Oliveira, que comanda a cozinha da Casa Calixto, restaurante contemporâneo na Região da Savassi.
Pizzaria - A melhor pizzaria, segundo resultado do Prêmio Cumbucca de 2025, é a Forno da Saudade. O estabelecimento fica no Bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de BH.
Pequena gula
Pão de queijo - O pão de queijo do Comercial Sabiá, no Mercado Central, foi eleito o melhor da cidade pela premiação.
Cafeteria - Com unidades na Savassi e no Floresta (Região Leste de BH), a Copa Cozinha foi eleita a melhor cafeteria da cidade nesta edição.
Doceria - Com diversos endereços espalhados pela cidade, a Boca do Forno levou o título de melhor doceria no prêmio.
Sorvete e picolé - Também com unidades espalhadas pela capital mineira e pelo Brasil, a sorveteria Bacio di Latte foi eleita a melhor na categoria “sorvete e picolé”.
Pães - A Pão e Coração, que produz pães de fermentação natural e pizzas napolitanas no Alphaville, em Nova Lima (MG), recebeu o reconhecimento na categoria “pães”.
Sanduíche - O badalado Nimbos, na Região da Savassi, foi agraciado com o primeiro lugar na categoria “sanduíche” do Prêmio Cumbucca.
Barista - Felipe Brazza, do Amoras Café, no Sion (Região Centro-Sul de BH), foi reconhecido como o melhor barista do ano.
Todos votam
Novidade do ano - Com inspiração espanhola, o Gata Gorda, na Região da Savassi, foi eleito a novidade do ano pelo Cumbucca. A casa é chefiada por Bruna Martins (reconhecida como hors concours no prêmio).
PF - O estabelecimento eleito pelo melhor PF foi o Café Palhares, no Centro. A casa é reconhecida pela longevidade e pelo KAOL, prato tradicional com arroz, linguiça, farofa, couve, ovo, torresmo e molho de tomate caseiro.
Fora da rota - Alaíde Botequim, no Bairro Planalto, Região Norte de BH, venceu a categoria “fora da rota”. A casa é famosa pela estufa recheada de bolinhos fritos, a marca de Alaíde, que veio do Rio de Janeiro para a capital mineira.
Bom e barato - O Bar do Caixote, no Bairro São Geraldo, na Região Leste de BH, foi o ganhador da categoria “bom e barato” do Cumbucca de 2025.
Ícone de BH - O Café Nice, tradicional casa no Centro da capital mineira, que passou por uma recente reforma e campanha para manter as portas abertas, foi quem levou o título de “ícone de BH”.
Bartender - Cibele Guimarães (também conhecida por Jezebel) faturou o prêmio de melhor bartender.
Maître - A eleita melhor maître pelo prêmio foi Débora Cardoso, do Cabernet Butiquim, que fica na Região da Savassi.
Sommelier - Quem levou o prêmio de melhor sommelier também foi uma mulher: Ana Borges, da A Casa da Uva, bar de vinhos no Bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul de BH.
Garçom - O prêmio de melhor garçom foi, na realidade, para uma garçonete. Del Oliveira, do Pacato (no Bairro Lourdes, Região Centro-Sul de BH) foi quem levou o prêmio para casa.
Restaurante no interior - O Restaurante do Turvo, em Capitólio (MG), foi considerado o melhor restaurante do interior em 2025.
Feijoada - A eleita melhor feijoada é servida no Feijão Maletta, que fica no Centro de Belo Horizonte.
Gole do ano - A marca mineira que vem conquistando o Brasil, Xeque Mate, levou o prêmio de “gole do ano”.
Mordida do ano - A categoria “mordida do ano” premiou o Doce de Leite do Bolota, produzido em Tiradentes (MG).
Cerveja gelada - O Bar Mercado Central, no Bairro Funcionários (Região Centro-Sul de BH) foi reconhecido pela cerveja gelada, ficando em primeiro lugar nessa categoria.
Mercearia/ empório - A Venda do Fred, em Montes Claros, (MG), venceu a categoria “mercearia/empório” do prêmio.
Produtor de cachaça artesanal - O melhor produtor de cachaça artesanal do ano, segundo a premiação, foi a Cachaça Sô Nicó, de Dores do Turvo (MG).
Beira de estrada - A Venda do Chico, de Três Corações (MG) foi reconhecida como a melhor na categoria “beira de estrada”.
Escolha da curadoria
Cozinha mineira patrimônio - O município de Chapada do Norte, no Noroeste de Minas Gerais, foi reconhecido pela curadoria na categoria “cozinha mineira patrimônio”.
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