O polonês foi acusado de abusar sexualmente de menores durante os cinco anos em que desempenhou o cargo no país caribenho, entre 24 de janeiro de 2008, quando foi nomeado pelo então papa Bento 16, e 2 de agosto de 2013, quando foi obrigado a deixar o cargo.
Ele também é acusado de posse de material pornográfico envolvendo menores. Este material foi descoberto durante sua estadia em Roma, entre agosto de 2013 e sua prisão, em 22 de setembro de 2014.
Esta não será a primeira vez que ele será processado por estes crimes. Wesolowski já foi julgado com base no direito canônico e foi condenado à pena máxima possível. A Congregação para a Doutrina da Fé e o encarregado de processar os casos de abusos sexuais contra menores de 18 anos cometidos por membros da Igreja Católica tiraram de Wesolowski seu status clerical.
Dessa forma, depois de ser expulso do sacerdócio, ele deve cumprir penitência, levando uma vida de oração. Além disso, não pode mais celebrar missas em público, nem administrar os sacramentos. Também não pode usar trajes clericais ou se apresentar publicamente como sacerdote.
No último mês de setembro, o diretor do gabinete de imprensa da Santa Sé, Federico Lombardi, informou que, "devido à gravidade das acusações (contra o ex-núncio)", o Tribunal de Primeira Instância do Estado da Cidade do Vaticano impôs a ele "medidas restritivas". Devido ao estado de saúde de Wesolowski, essas medidas significam prisão domiciliar. E agora, após a investigação penal, é que será iniciado o julgamento no Vaticano.
Sem precedentes Para Jorge Otaduy, especialista em direito canônico da Universidade de Navarra, na Espanha, isso é um fato "sem precedentes". "
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