O número de leitos no Hospital de Campanha, que fica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto, foi ampliado pelo Estado a pedido da Prefeitura de Divinópolis. Foram abertos 25 novos leitos, sendo cinco de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 20 leitos de enfermaria. A ampliação foi financiada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
A falta de medicamentos para tratamento da doença em Divinópolis ainda preocupa.
Segundo a Secretaria de Saúde de Divinópolis, mesmo com a ampliação, 211 pessoas na região aguardam vaga de enfermaria e CTI para o tratamento da Covid-19. O número é maior do que a quantidade de leitos disponíveis em Divinópolis para receber quem está com o coronavírus.
São 118 leitos de enfermaria e CTI. E mesmo se todos eles estivessem disponíveis, faltaria vaga para 78% dos pacientes que estão na espera. Mais de 90 pessoas ainda ficariam à espera.
Sem vagas
Nesta quarta-feira (31) não há vaga de enfermaria em Divinópolis. E também não tem vaga na região. “A gente não tem capacidade técnica para admitir novos pacientes, estamos no teto assistencial desse serviço”, disse o secretário de Saúde, Alan Rodrigo.
O Hospital de Campanha chegou a ter mais de 300% de ocupação no setor enfermaria Covid-19 e 25 pacientes que estavam na UPA com outras doenças, foram remanejados para que o município tenha condições de ampliar o atendimento aos casos de Covid-19.
“Na terça-feira passada nos deparamos com uma situação bem caótica, com pacientes tomando soro em cadeiras, nos corredores e foi onde tomamos a decisão de transferir esses pacientes para o anexo da UPA, na ala São Rafael do Hospital São Bento Menni. Isso que deu uma condição e assistência mais integrada e humanizada aos pacientes”, explicou o secretário.
O titular da pasta afirma ainda que a situação é crítica e de fato, é o pior momento desde o início da pandemia. Só em março, 47 pessoas perderam a vida por conta do coronavírus.
Além disso, a preocupação com a falta de medicamentos continua. Segundo Alan Rodrigo o que estão disponíveis são suficientes até domingo (4). Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno do Ministério da Saúde sobre a falta de medicamentos em Divinópolis.
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