Cerca de 100 empresários e comerciantes protestaram contra as restrições ao comércio não essencial nesta segunda-feira, 5, em frente à Prefeitura de Passos e decidiram abrir seus estabelecimentos comerciais a partir de hoje, 6. Na manifestação, eles contestaram o lockdown parcial, pediram mais fiscalizações em festas e aglomerações, mais transparência nas decisões administrativas e o uso de tratamento preventivo à covid-19.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Passos (Acip), Renato Mohallem, disse que apoia o retorno do comércio e que todo trabalho deve ser considerado essencial.
“É possível perceber um aumento nos casos de arrombamentos de lojas na Avenida da Moda, nas ruas Antônio Carlos, Expedicionários e demais bairros. Garanto que irei acionar a justiça para que seja possível essa reabertura”, afirmou.
– O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, e o vice-prefeito, Daniel Tales, se reuniram, na tarde desta segunda-feira no Teatro Municipal, com comerciantes que realizavam uma manifestação, em frente a prefeitura, pela abertura de suas empresas. Morais destacou que é a favor da ação, mas que a cobrança deve ser feita ao Governo do Estado.
Desde que o Município foi obrigado a cumprir a Deliberação da onda roxa, imposta aos municípios mineiros pelo governo estadual, todo comércio considerado “não essencial” está proibido de funcionar. O município não tinha acatado a decisão, já que os números relacionados à pandemia da covid-19 na cidade estavam controlados, entretanto, uma decisão judicial obrigou a prefeitura a respeitar a onda roxa em sua integralidade.
O prefeito destacou que o momento é de agir com cautela e evitar aglomeração para este tipo de ato. Ele ressaltou preocupação com a saúde, tendo em vista o momento que é vivenciado por todos. Por fim, o prefeito ressaltou que o município recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e aguarda a emissão de um parecer. De acordo com a Deliberação do Governo, a onda roxa em Minas Gerais vai até o próximo dia 11 de abril.
Para o coordenador da manifestação, Genaro Joele de Melo, ex-presidente da Acip, a prefeitura deveria fazer uma pesquisa para sobre quantos funcionários de empresas e do comércio ficaram doentes no período em que os estabelecimentos permaneceram em funcionamento.
“A culpa da maioria dos casos é de festas e aglomerações e não de comércio. No entanto, nós é que estamos pagando esse preço e a cidade está quebrando. Queria que a prefeitura tomasse decisões com base em estatísticas e estudos e não em achismos. Por isso, independente do que o prefeito declarar, vamos nos unir e abrir o comércio”, disse.
De acordo com a presidente da Associação de Comerciantes da Avenida da Moda, Marina do Nascimento Andrade Brandão, aos comerciantes, enquanto o comércio é penalizado, outros segmentos, como o bancário, têm filas.
“Temos visto filas quilométricas em bancos, lotéricas e caixas eletrônicos. As grandes empresas não estão sendo supervisionadas e, enquanto isso, todos os comércios estão fechados”, afirma.
A empresária Edna Maria Barbosa disse que tem nove funcionários e não tem dinheiro para pagá-los.
“Não consigo trabalhar e não posso exercer a única atividade que me mantém. Sei que muitos também estão nesta situação. Estamos cumprindo todas as normas destinadas a nós, mesmo assim, percebo que a vigilância e a brigada nos tratam como bandidos. Por isso, peço compreensão, porque não estamos aguentando. Não dá mais para ficar fechado, porque não são apenas lojas, mas várias famílias necessitadas. A nossa empresa é essencial”, disse. Ao fim da manifestação, os empresários solicitaram uma reunião com o prefeito Diego Oliveira.
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