O Departamento Municipal de Vigilância Ambiental/Endemias divulgou, na última semana, o resultado do 1º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LiraA) de 2026, que apontou um índice de 7,7%, classificando o município em alto risco para transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 12 e 16 de janeiro, em aproximadamente 870 imóveis, distribuídos em diversas regiões da cidade. O maior número de focos foi identificado na região central, seguida pelos bairros Lagoa de Trás e Nova Esperança.
De acordo com o levantamento, o índice representa um aumento em relação ao último LiraA realizado em dezembro. No entanto, o resultado é considerado positivo quando comparado aos levantamentos feitos nos meses de janeiro de 2024, 2025 e 2026, sendo este o menor índice registrado nesse período.
Entre os principais criadouros encontrados, destacam-se os recipientes móveis de pequeno porte, como baldes, lonas, vasos de plantas e bebedouros de animais, que correspondem a 48,8% dos focos. Em segundo lugar aparecem os recipientes fixos, como ralos em áreas externas, com 26,8%. Os objetos descartáveis, incluindo lixo e materiais em desuso, somam 12,2%, enquanto os pneus representam 9,8% e os utensílios para armazenamento de água, como tambores e tanques, 2,45%.
O coordenador do departamento, Luiz Henrique Vieira Motta, alerta que a população deve redobrar os cuidados, principalmente durante o período chuvoso, quando há maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ele reforça ainda a importância de observar materiais em desuso e realizar o descarte correto.
“Quem tiver móveis ou eletrodomésticos como geladeira, fogão, entre outros, descartados no fundo do quintal pode entrar em contato com o setor para orientação e recolhimento, pelo telefone 3371-9255”, destacou o coordenador.
Luiz Henrique também ressaltou a relevância dos mutirões de limpeza realizados aos sábados, além da força-tarefa dos agentes de endemias, que realizam visitas diárias às residências, reforçando o combate aos focos do mosquito. A participação da população é fundamental para reduzir os índices e evitar o avanço das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Outras notícias