Com menos chuva, energia fica mais cara e conta de luz sobe em 2026
A energia elétrica tende a pesar novamente no orçamento das famílias em 2026. Projeções de consultorias e bancos indicam reajustes entre 5% e 8%, superando a inflação esperada para o período. O principal fator é o cenário climático, com reservatórios abaixo da média histórica, o que aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, mais caras. Soma-se a isso a expansão dos subsídios embutidos na tarifa, que devem alcançar R$ 47,8 bilhões no próximo ano, crescimento relevante em relação a 2025.
Estimativas da PSR apontam que a tarifa residencial pode avançar cerca de quatro pontos percentuais acima do IPCA, enquanto analistas do Banco BMG destacam que o clima será decisivo para a magnitude do reajuste. O sistema de bandeiras tarifárias também entra na conta: períodos de estiagem costumam levar à cobrança adicional. Embora os níveis atuais de armazenamento sejam considerados satisfatórios pelo setor, o início do período seco e a possibilidade de eventos climáticos adversos elevam o risco. Dados do IBGE mostram que, recentemente, a energia já foi um dos itens de maior impacto na inflação, reforçando a preocupação com 2026.
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