O afogamento de um homem de 30 anos, ocorrido no dia 27 de junho no Lago de Furnas, está se transformando em um verdadeiro mistério para familiares, amigos e autoridades competentes. No dia 1º deste mês, a Polícia Civil em Piumhi, a pedido de um dos irmãos da vítima e do advogado da família, iniciou as investigações para tentar descobrir as circunstâncias que levaram o rapaz à morte, inclusive se houve algum tipo de envolvimento de outras pessoas.
Felipe Tadeu Benedito era solteiro e cursava o último ano da faculdade de Direito. Ele também trabalhava como entregador em um açougue em Carmo do Rio Claro, onde residia com os pais e três irmãos. O afogamento teria ocorrido após ele pular de uma lancha em movimento, próximo à ponte do Turvo, no município de Capitólio, pouco antes das 20h. Uma jovem que estava na embarcação – com dez pessoas – concedeu uma entrevista a um canal de TV web do Carmo e relatou o que ocorreu.
“Quando nós estávamos voltando do passeio pelo lago, sentido à margem próxima à ponte, Felipe se levantou repentinamente da parte alta da lancha, disse que ia dar um susto na gente e pulou na água. Então o piloto desacelerou a embarcação, que é de um amigo nosso, me levantei rapidamente, gritei pelo nome dele, mas o moço não respondeu e desapareceu de vez”, contou a jovem, que afirmou que conheceu a vítima naquele sábado.
O fato de, no dia 11 de julho, completar duas semanas do desaparecimento do estudante está deixando os familiares e amigos bastante preocupados. Uns acreditam que Felipe realmente morreu afogado ao se jogar na água, alguns pensam que o rapaz tenha sido empurrado para fora da lancha e outros acham que ele nadou até a margem do lago e não conseguiu socorro e veio a óbito.
“Minha tia, de 62 anos, a mãe do Felipe, ainda acredita que ele nadou até o barranco e está vivo no meio da mata. Ela falou por telefone com o filho por volta das 19h20 e ele disse que em pouco tempo voltaria para casa. Outros parentes mais próximos acham que se afogou mesmo, mas ele sabia nadar muito bem, porém fiquei sabendo que não fazia uso de colete. O que nos revolta ainda mais é não ter encontrado o corpo dele. Geralmente, três ou quatro dias depois era para vir à tona, ou seja, boiado, mas nem isso ocorreu”, comentou Isabella Muniz Santos, de 19 anos, estudante de enfermagem e prima da vítima.
Por Ézio Santos / Especial
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